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domingo, 29 de agosto de 2010

TAL - Tuna Académica de Lisboa


A última tuna presente no certame será a TAL - Tuna Académica de Lisboa. Vencedores do XIV e XV FESTUNA voltam mais uma vez ao nosso festival para proporcionarem com certeza bons momentos de espectáculo. Historial: Um nome... duas histórias!

Com o mesmo espírito que a fez nascer em 13 de Maio de 1895 pela mão do Dr. Ilídio Amado, a Tuna Académica de Lisboa foi fundada por alguns alunos da Academia de Lisboa no dia 4 de Dezembro de 1997. A Tuna Académica de Lisboa não pretende ser uma herança da tuna fundada em 1895, no entanto não deixa de partilhar do mesmo espírito, aliás, como todas as outras tunas da nossa nobre academia que fazem prevalecer o valor da amizade, da camaradagem e da musica feita pelos estudantes para os estudantes e para todos aqueles que se deixem contagiar pela alegria e boa disposição característica de quem enverga uma Capa e Batina A intenção de congregar, em redor da música e da ideia de representar a Academia e a Cidade de Lisboa junto dos estudantes, fez com que este projecto musical fosse encarado, por quem dele fazia parte, com uma grande seriedade e responsabilidade. Dentro dos valores académicos, foi sempre verdadeira intenção promover a amizade, a partilha de valores e o respeito pela individualidade, visto que somente desta forma é possível motivar um crescimento musical baseado na qualidade e um grupo assente na maturidade dos membros que o compõem. A Tuna Académica de Lisboa é constituída por estudantes e ex-estudantes das mais variadas faculdades, universidades e institutos da academia lisboeta. Desta forma, acreditamos constituir um grau de representatividade que fundamenta a intenção de dar continuidade a um projecto que represente a Academia e a Cidade de Lisboa. A 10 de Abril de 1999 a Tuna Académica de Lisboa apresentou-se pela primeira vez ao público de Lisboa. Essa noite no Teatro S. Luiz marcou decisivamente o nosso rumo. Foi então o culminar de um trabalho de crescimento, amadurecimento e afirmação. Desde o ano de 2000, a Direcção Musical da Tuna Académica de Lisboa é assumida pelo Maestro Jorge Teixeira, Tuno Honorário e membro da Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian. Esta colaboração tem trazido ao grupo uma crescente maturidade ao nível musical, contribuindo para uma evolução e inovação constante. A 14 de Abril de 2004, a Tuna Académica de Lisboa tornou-se numa Associação Juvenil Sem Fins Lucrativos. Este foi mais um passo dado no caminho da maturação e da afirmação de um grupo que, através da música, pretende acima de tudo dignificar a Academia e a Cidade. Sete anos depois, a nossa música continua a ser influenciada por aqueles que cantam e sentem Lisboa, a “cidade de mil cantigas”. Esta Lisboa que amamos é, e será sempre, o nosso guia, a nossa inspiração e a razão principal da música que tocamos. O nosso eterno agradecimento vai para aqueles que sempre estiveram presentes. Dos muitos destacamos, com muito carinho, a Junta de Freguesia de São Vicente de Fora. Porque se Lisboa é o nosso berço, São Vicente é a nossa casa.


A Tuna Académica de Lisboa foi fundada no dia 13 de Maio de 1895, pelo Dr. Ilídio Amado, nascido em Lisboa a 4 de Dezembro de 1872. Foi, desde sempre uma tuna que se dedicou à reunião de alunos dos vários institutos e faculdades existentes em Lisboa assim como alunos as antigas Escola Comercial e Escola Industrial de Lisboa, que tivessem em comum o gosto pela música e camaradagem académica. Executavam somente música instrumental e faziam-no sentados. Tinham como principal objectivo alegrar as festas dos locais de origem dos seus elementos, uma vez que muitos eram estudantes que vinham de fora, nomeadamente do interior e zonas rurais, pois o ensino superior era ainda reservado às cidades de Lisboa, Coimbra e Porto. Desses tempos passados da Tuna Académica de Lisboa, realçam-se duas actuações que causaram sensação na altura: A primeira ocorrida em Setembro de 1900 no Teatro S. Carlos, em beneficência da “Caixa dos Estudantes Pobres”, na presença de Suas Majestades o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia e uma outra actuação no Coliseu de Lisboa, em 1907, que foi noticia nos jornais da altura, nomeadamente no Diário de Noticias, onde se lia “Estudantes enchem Coliseu”. Em 1930, a Tuna Académica de Lisboa tinha como Maestro o Dr. António Maria Godinho, professor no Instituto de Ciências Económicas e Financeiras, que deu origem ao que é hoje o ISEG. A tuna reunia-se para os seus ensaios numa sala junto do Teatro da Trindade, após ter sido assaltado o Grémio do Minho, junto da Av. Almirante Reis, local onde a tuna ensaiava antes. Por essa altura a Tuna Académica de Lisboa cessou a sua actividade. Muitas destas informações foram fornecidas pelo Sr. Carmo, um elemento da Tuna Académica de Lisboa. Foi Tuno e 2º Violino da tuna entre 1930 e 1932. Desta tuna ficam as recordações deste seu elemento que relata actuações, situações e histórias de companheiros com quem viveu bons momentos.



sábado, 17 de julho de 2010

Tuna Universitária de Salamanca



Oriunda do país vizinho e irmanada com a Estudantina Universitária de Coimbra, a Tuna Universitária de Salamanca é uma das Tunas estrangeiras presentes na XX edição do FESTUNA - Festival Internacional de Tunas de Coimbra. Será uma oportunidade única a não perder para poder ver a actuação daquela que é "La Tuna Madre".

Con motivo del surgimiento de la primera tuna conocida al amparo del Colegio Mayor San Bartolomé de Salamanca, donde los pícaros "Capigorrones" recibían la "sopa boba" a cambio de sus cantares, comienza a gestarse la historia de la Tuna Universitaria de Salamanca. De ella tenemos constancia gracias tanto a documentos oficiales como a la literatura.

El Arcipreste de Hita en "El Libro del Buen Amor" (1348) dice: "Cantares fiz, algunos que dicen los ciegos / y para escolares que andan mujeriegos". Hace referencia incluso a lo que hoy conocemos por "parcheo": "andan de boda en boda clérigos y juglares", y "Señores, dat al escolar / que vos bien demandat". También Cervantes en "La Cueva de Salamanca" y "La Tía Fingida". Lope de Vega en "El Bobo del Colegio", "El Domine Lucas" y "Alcalde Mayor", "oigas en Salamanca cantaletas famosas de estudiantes". López de Úbeda en "La Pícara Justina", Quevedo... Hasta Víctor Hugo llegó a decir: "Salamanca se duerme al son de las mandolinas".

De la existencias de rondas -"el primer servicio que a sus damas hacen los estudiantes pobres"- nos da fe Cervantes en su "Tía Fingida" donde describe una de ellas, en la que además de los instrumentos que ya vienen siendo tradicionales, encontramos 12 cencerros destinados a lograr que toda la vecindad se asome al balcón antes de comenzar la serenata, propósito que no dudamos conseguirían.

Aunque parezca increíble, las rondas estuvieron prohibidas y el propio "alguacil de escuelas" se encargaba de mantener el orden por las noches, sin librarse de algún otro escarmiento, como el que le dio el estudiante Perote del "Entremés famoso del estudiante", de autor anónimo, a quien el susodicho Alguacil había confiscado tres guitarras delante de la ventana de su amada.

Los estudiantes cantores también viajaban, como se demuestra en "La Pícara Justina", en donde encontramos a los siete estudiantes salmanticenses de la "Bigornia", "que venían danzando a las mil maravillas" y a los que mientras cantaban "no les holgaba miembro porque con los pies danzaban, con el cuerpo cabriolaban, con la mano izquierda daban cédulas, con la boca cantaban, con los ojos comían mozas y con el alma toda acechaban mi estancia" y cuyos sobrenombres: "La Boneta, Pero Grullo, Mameluco, El Alacrán, Birlo, Pulpo y El Draque", demuestran que es inveterada la tradición de tener siempre un mote entre los estudiantes capigorrones.

Pero algunas de las veces al lado de verdaderos estudiantes, aparecía el que pudiera ser antecedente de lo que llamamos "tunos negros". De 1775 data un proceso seguido por el maestreescuela contra unos "estudiantes tunos" ya que sin estar matriculados en la Universidad vestían traje de estudiante, portaban cédulas falsas y rondaban con una vihuela pidiendo por los pueblos.

Los siglos fueron transcurriendo entre rondas hasta que durante la guerra de al independencia cambian su nombre por el de "Regimiento de la Bigornia" para luchar contra las tropas invasoras.

Pero cuando realmente se empieza a gestar la historia de la Tuna Universitaria como tal, es en el último tercio del siglo XIX, y una de las primeras noticias que de ella tenemos es la de su participación en el homenaje popular tributado a Tomás Bretón en 1889. En este mismo año, la Tuna realiza el primer viaje del que tenemos constancia escrita a la Universidad de Coimbra, (con este motivo, cien años después, en 1989, la Tuna Universitaria de Salamanca se hermana con la Estudiantina Universitaria de Coimbra en un acto oficial presidido por el Rector de aquella Universidad).

En 1890 viaja a Portugal como desagravio a la nación hermana que había sido obligada por Gran Bretaña a retirar sus fuerzas de territorios africanos.

En 1894 la Tuna Universitaria visitó a S.S. el Papa León XIII en representación de los estudiantes españoles.

En 1927 llevó a cabo viajes por todo el sur de España y en 1928 a escala nacional en la que obtuvieron numerosos trofeos y galardones de los que dieron cuenta las revistas de la época.

Durante la guerra civil siguió funcionando si bien es cierto que la mayoría de sus componentes fueron movilizados.

En 1950 el Sindicato Español Universitario tomó bajo su "tutela" a la tuna reorganizándola.

Ya en 1951 viajan a Extremadura y Portugal y en los años sucesivos la Tuna tuvo uno de sus momentos de máximo apogeo, ciudades de distintos países de Europa fueron escenario de sus giras de más de un mes de duración y que continuaron en los años 60, hasta que hacia 1968 la situación crítica por la que atravesaba la Tuna, motivó su disolución y su posterior reorganización un curso después, en la que el traje recibió la forma que actualmente tiene.

En esta última época la Tuna Universitaria ha realizado numerosos viajes a Portugal, Francia, Alemania, Austria, Holanda... Y participado en la mayoría de los Certámenes Nacionales e Internacionales realizados en España y en el extranjero.

Entre las personalidades que ha rondado esta Tuna se encuentran: S.S el Papa Juan Pablo II, el cual recibió la capa de un miembro de la Tuna que por desgracia había fallecido, al Príncipe de Asturias en 1924, a los príncipes del Japón y a su hijo, a los Príncipes de Gales, a varios Presidentes de Gobierno, a tres Premios Nóbel, entre ellos Leopoldo Senghor presidente de la República del Senegal, a los presidentes del Congreso y del Senado de trece países de Hispanoamérica, a la primera ministra de Irlanda, y una lista interminable de personajes de la política nacional y extranjera, así como algunos personajes de la vida nacional: D. Manuel García Pelayo, Dª Gloria Begue, D. Antonio Pedrol Rius, D. Gonzalo Torrente Ballester, la Duquesa de Alba o el Duque de Suárez.

La Tuna Universitaria grabó en los últimos años del siglo XIX, el que quizás pueda ser el primer testimonio sonoro de una Tuna, aunque su audición se hace difícil por el estado de deterioro en el que se encuentra el rollo de fonógrafo. En los años 20 se grabó un disco en Madrid, posteriormente en 1960 otro que junto con los grabados el 1981 y 1992, y el más reciente de 2001 completan el repertorio discográfico de esta Tuna.

Como testimonio visual y reflejo de nuestra tradición estudiantil esta Tuna ha participado en el rodaje de numerosos documentales, largometrajes, cursos de español televisados, etc. Tanto para España como para el extranjero.


Tampoco se ha olvidado nuestra Tuna de sazonar su historia fomentando lo más genuino de sí; la picaresca. Por esta razón la historia de la Tuna Universitaria de Salamanca está repleta de historias de balcones, de alcobas y también de cantinas, de premios y de descalificaciones en concursos. No se puede decir que nuestra historia sea insulsa.

Toda esta tradición queremos transmitirla a los antiguos y a los nuevos tunos para que nuestra rana universitaria, que como dijo el poeta Rasuero, "Croa a los cantores", sea por siempre espabilada al paso de la Tuna.



quinta-feira, 8 de julho de 2010

T.U.I.S.T. - Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico

A Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico, vencedora da 10ª, 13ª e 17ª edição do FESTUNA - Festival Internacional de Tunas de Coimbra, é mais um dos grupos a abrilhantar a 20ª edição do Festival.

A Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico fez a sua estreia oficial no dia 20 de Março de 1993 durante o I TUIST – Festival Internacional de Tunas Universitárias do IST, que decorreu nesse ano, em jeito de arraial, na própria Alameda do Instituto.

Fruto do seu percurso, a T.U.I.S.T. é agora uma Instituição que se orgulha do seu passado e que assenta as suas bases de conduta na sua memória histórica tendo, para o efeito, levado finalmente a cabo a sua constituição enquanto Associação, dotando-se assim de um estatuto adequado com a sua natureza, projectos e ambições.

Desde a sua estreia, a T.U.I.S.T. registou uma grande evolução, para a qual contribuíram sem dúvida a dedicação e o empenho com que preparam cada uma das suas muitas actuações. Não será demais referir as centenas de pessoas amigas que, identificando-se com o que a TUIST materializa, nos têm apoiado e motivado ao longo dos anos. Não é pois de estranhar que, para além do seu capital histórico, a T.U.I.S.T. mantenha os mesmos padrões de comportamento continuando assim a ser reconhecida como uma das mais conceituadas tunas do nosso país.

Entre estudantes, engenheiros, licenciados, mestrados e doutorados, a TUIST conta já com cerca de 100 elementos que, mesmo após terminarem os seus cursos, mantém uma forte relação com o grupo. É pois, desta experiência e saber acumulado, que a TUIST se recria constantemente, mantendo um coerente e sempre saudável respeito pelas suas origens, tradições e pelas entidades que representa, não esquecendo e privilegiando a inovação e a irreverência das novas gerações.

Imbuída no espírito de defesa das tradições académicas, a T.U.I.S.T. tem como objectivo contagiar o maior número de pessoas com o seu espírito e a sua música, elevando sempre bem alto o nomes e o prestígio da sua escola e da sua cidade.

Revelando um forte instinto migrante, normalmente característico destes agrupamentos, a T.U.I.S.T. regista já inúmeras presenças em variados eventos de norte a sul do país, bem como algumas digressões pelo estrangeiro, (Espanha, França, Holanda, Peru, Venezuela) enaltecendo sempre o nome do seu Instituto, da sua Academia e da Cidade de Lisboa.

Todos os anos, a T.U.I.S.T. recebe novos elementos na expectativa de alargar as suas fileiras, e inicia uma nova jornada de aprendizagem e experiência cultural e social daqueles que partilhem, tal como nós, o gosto pelo Convívio, pelo Espírito Académico e sobretudo pela Música!